Engolirei os meus gritos. Para que outros possam também gritar.
Abafarei as minhas frases. Parar aprender a escutar.
Calarei a minha boca. Para ouvir o som do silêncio.
Pousarei a minha caneta. Porque as minhas palavras não têm qualquer valor.
Fecharei as minhas janelas. Para que o frio nunca mais entre em minha casa.
Taparei os meus olhos. Para não ver coisas que me revoltem.
Ficarei então fabulosamente apática e talvez assim consiga deambular à deriva pelo mundo.